quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Obra prima de urbanismo


As pessoas andam pela rua na Almirante Barroso. Cadeirantes então...

sábado, 18 de dezembro de 2010

Fábricas de sabão cidadão

O Rio já tem várias comunidades pacificadas. Uma das ações sociais mais importantes a ser implementada é a geração de renda, pois a falta de alimento, cultura e lazer são os maiores inimigos da educação. A criação de pequenas fábricas de sabão nestas comunidades, aproveitando o grande volume de óleo utilizado nos restaurantes do bairro é um projeto interessante. Cooperativas recolhem este óleo, fabricam o sabão e vendedores cadastrados nas comunidades vendem para os próprios comerciantes, reduzindo despesas nos estabelecimentos e gerando renda, além de ajudar o meio ambiente. Idéias simples como esta podem fazer a diferença.

Aprenda a fazer sabão: http://www.youtube.com/watch?v=Vwy2jLyD098

Receita 1:

- 5 litros de óleo de cozinha usado;
- 2 litros de água;
- 200 mililitros de amaciante;
- 1 quilo de soda cáustica em escama.

Colocar, com cuidado, a soda em escamas no fundo de um balde. Em seguida, adicionar a água fervendo e mexer até diluir a soda. Acrescentar o óleo e mexer. Misturar bem o amaciante. Jogar a mistura numa fôrma e cortar as barras de sabão somente no dia seguinte.

Receita 2: com aroma

- 4 litros de óleo comestível usado;
- 2 litros de água;
- ½ copo de sabão em pó;
- 1 kg de soda cáustica;
- 5 ml de óleo aromático de erva-doce ou outro a gosto.

Esquentar a água. Separar meio litro e dissolver o sabão em pó nele. Dissolver a soda cáustica nos litro e meio de água restante. Adicionar lentamente as duas soluções ao óleo e mexer durante 20 minutos. Adicionar a essência mexendo bem, e despejar nas fôrmas escolhidas. Desenformar apenas no dia seguinte.

Todo os créditos das receitas para a nutricionista Daysiellen Cabral de Magalhães

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Para refletir

"A alegria está na luta, na tentativa, no sofrimento envolvido, não na vitória propriamente dita." - Ghandi

sábado, 30 de outubro de 2010

Vilas da Cidadania

Acabo de retornar da Rua Laura de Araújo, na Cidade Nova, onde me deparei com uma tragédia. Até o momento o saldo era de 3 mortos, sendo 2 crianças, 15 feridos e 10 desaparecidos. Este é mais um desastre anunciado, causado pelo abandono de imóveis pelas autoridades competentes, pelo tombamento de imóveis completamente deteriorados, sem que haja um projeto de revitalização. São muitos imóveis pela cidade, que deixados de herança para herdeiros sem condições ou interesse de restaurá-los, simplesmente o abandonam e deixam a porta aberta para uma ocupação irregular ou alugam apartamentos sem nenhuma melhoria. Por muitas vezes é um invasor que aluga quartos e leva dezenas de famílias a viverem em um local sem condição nenhuma de moradia. Anos passam e o poder público nem enxerga, até que acontece o desabamento ou incêndio. Devemos cobrar para que ao menos estas mortes sirvam de inspiração para Leis Municipais obrigando a desocupação imediata destes imóveis e transferência destas famílias para imóveis populares. Não colocá-los em qualquer lugar, e sim criar vilas onde exista água, luz, saneamento básico, creche/escola e uma cooperativa que possa gerar emprego formal e renda. Estas comunidades devem ser criadas em prédios abandonados por estatais e órgãos da administração pública ou em terrenos cedidos por instituições religiosas. Diversas atividades como reciclagem, artesanato, oficinas de costura e tantas outras podem ser as âncoras de um futuro melhor para todos. Já os imóveis que serão desocupados devem ser restaurados, havendo realmente interesse do patrimônio cultural, ou desapropriados para construção destas "vilas da cidadania".